Como ser grande e competir com os pequenos

Como é possível quebrar paradigmas e enfrentar a concorrência de empreendimentos mais jovens e modernos que estão surgindo neste século?

Todos já ouvimos o mantra de que toda empresa agora é uma empresa de software. Mas, ao contrário de boa parte das companhias de software de sucesso – incluindo gigantes como Google, Amazon, Netflix e Facebook – muitos negócios e outras indústrias ainda devem adotar as práticas e plataformas que podem capacitá-las a construir software melhor e mais confiável de forma mais rápida.

A velocidade e os efeitos da transformação digital impressionam usuários e gestores a cada dia em todo o mundo. Mas o que talvez impressione mais é que muitas empresas, especialmente dos setores bancário e de serviços financeiros, ainda operem sobre plataformas antigas, de quase quatro décadas atrás. Como é possível quebrar paradigmas e enfrentar a concorrência de empreendimentos mais jovens e modernos que estão surgindo neste século? Existem formas de permanecer grande e conseguir competir com empresas menores e startups, mais flexíveis e dinâmicas?

O negócio digital é uma prioridade não apenas para a indústria e governos, mas também para o segmento bancário e de serviços de investimento, como revela uma pesquisa feita pelo Gartner em 2018 com 3.160 CIOs em 98 países. Bill Gates parecia já saber disso nos anos 90, quando disse a famosa frase: “os serviços bancários são necessários, os bancos não”. Sim, é claro que todos precisamos de serviços bancários de um jeito ou de outro. Mas quem entrega esses serviços é uma questão secundária. Prova disso é que se titãs da tecnologia como Google, Amazon ou Facebook oferecessem esses serviços 31% dos usuários optaria por eles, como mostrou a Accenture por meio de um estudo realizado com mais de 30 mil pessoas em 18 países. Esta situação claramente impõe uma ameaça bastante significativa às instituições bancárias tradicionais.

Outro desafio que os bancos estão enfrentando em todo o mundo é a crescente demanda por conformidade regulatória com respeito à transparência e abertura. Tais regulamentações incluem, por exemplo, a Diretiva 2 de Serviços de Pagamento (PSD2) na Europa, o Projeto de Emenda ao Direito Bancário Japonês no Japão, a National Payments Corporation of India (NPCI) com a Unified Payment Interface, o padrão Open Banking do Reino Unido pela Competition and Markets Authority (CMA), ou o Open Banking Regime do Governo Federal da Austrália.

Os bancos abordam esses desafios regulatórios de formas diferentes. Alguns os consideram uma grave ameaça de negócios e fazem apenas o mínimo por conformidade; outros os veem como uma oportunidade e com investimento inteligente começam a construir as plataformas bancárias para o futuro.

Ameaça ou oportunidade?

A indústria de serviços financeiros está no meio de uma transformação sísmica baseada no rápido avanço técnico. Para responder de forma efetiva, as organizações precisam ser capazes de entregar capacidades sofisticadas de maneira rápida e segura em uma plataforma confiável. Uma boa sugestão para construir a plataforma para o futuro reside nos princípios de integração ágil, que é uma abordagem arquitetural centrada em torno das Interfaces de Programação de Aplicativos (API) e da gestão de API. Em seu core, a integração ágil reside em três pilares: integração distribuída para maior flexibilidade, containers para a habilidade de escalar melhor, e APIs gerenciados para reusabilidade e, consequentemente, velocidade.

Neste sentido, o Red Hat OpensShift vem fornecendo a tecnologia subjacente para o Open Developer Platform (ODP), uma plataforma utilizada pela Fintech Open Source Foundation (FINOS), organização sem fins lucrativos que promove a inovação aberta na comunidade de serviços financeiros. A ODP se transformou em um dos principais pontos de encontros para o desenvolvimento comunitário dentro da comunidade de serviços financeiros. Colaborações, como o relacionamento entre a FINOS e a Red Hat, permitem que organizações aproveitem o poder da comunidade enquanto minimizam atrasos custosos para remediar riscos de segurança. A FINOS permite a colaboração por meio de um ecossistema de projetos guiados pela comunidade e grupos de trabalho que são focados na entrega de soluções para o setor bancário. A Fundação também é dedicada à governança por meio da implementação de um modelo aberto, inclusivo e meritocrático.

Cultura de inovação

Líderes em instituições financeiras sabem que devem mudar para se manter competitivos em relação às startups, grandes empresas de tecnologia e até varejistas, sem falar dos crescentes “super-apps”, cujas funções oferecem uma gama de serviços que vão do chat para compras até pagamentos. Quase 80% dos líderes de operações nos bancos da América do Norte acreditam que a existência de seu banco será ameaçada se eles não modernizarem sua tecnologia para inovar mais rápido e de foram mais eficiente, de acordo com uma recente pesquisa da Accenture. Evidências de que a transformação digital está em suas mentes também podem ser encontradas no Global Banking Outlook 2018 da EY, que observa que ela está em 85% das três maiores prioridades dos bancos este ano.

É claro: uma coisa é querer amadurecer digitalmente a operação, com operações integradas de front, middle e back-office apoiadas por dados que fluem por meio de funções e geografias. Outra coisa é conseguir. Segundo o estudo da EY, 62% dos bancos globais esperam alcançar a maturidade digital até 2020, mas apenas 19% dizem que atualmente estão amadurecendo ou já são líderes digitais em 2018.

Um passo crítico para ajudar a alcançar metas de transformação digital e maturidade, além de evitar as consequências de não alcançá-las, é se comprometer com a cultura organizacional dos DevOps. Neste sentido, um banco irá seguir os passos de gigantes de software, que não somente abraçou como impulsionou as práticas por trás da entrega contínua de software, como os modelos de automação de testes e de rodar o que se desenvolve, ou run-what-you-build. Essa é a chave para os ciclos de lançamento de software de rastreamento rápido para serviços bancários aprimorados – particularmente aplicações móveis que colocam a experiência do usuário em primeiro lugar e são focadas em promover cada vez mais conexões robustas com o cliente – e conseguir rapidamente identificar e endereçar questões.

A base do aprendizado e do aprimoramento constante de software em conjunto com os mecanismos de feedback é onde se encontra a vantagem competitiva. É certo que, na esfera altamente regulada dos serviços financeiros, não é um salto fácil de fazer. Além disso, práticas no setor bancário que mantêm os programadores, a segurança e as operações trabalhando em seus próprios silos podem retardar o progresso. As organizações devem pressionar por um modelo misto dentro das estruturas existentes para fazer lançamentos menores com mais frequência e mais rapidamente.

A tecnologia baseada em containeres complementa a mudança para a arquitetura de microsserviço, que são fundamentais para os princípios de desenvolvimento da criação de aplicativos menores e mais modulares. Para prosperar em um mundo de adoção rápida de tecnologia pelos consumidores, é importante não apenas responder rapidamente, mas também nutrir o novo canal de distribuição de produtos e serviços bancários da API. O Open Banking, por exemplo, apoiado pelas práticas de DevOps em uma plataforma de containeres de nuvem aberta, ajuda a capacitar as organizações a competir e responder à nova realidade de adoção rápida de tecnologia.

 

Autor(a): Eduardo Balam

Fonte: Administradores

Link: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/como-ser-grande-e-competir-com-os-pequenos/126898/

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